Estás a magoar-me!

Mais uma vez entraste de rompante e saíste de fininho da minha vida! (ou será que ainda não saíste?)
Só que desta vez não fiquei com nada para recordar, que me ajude a continuar a vida como ela era antes de 16 de Agosto. Só sinto o vazio!
Magoa-me o facto de não teres sido claro e me obrigares e ser eu a fechar uma porta que não quero ver fechada, mas a incerteza está a destruir-me, a consumir-me.
Sou forçada a interpretar as tuas palavras, da outra vez “uns tempos” significaram 3 (ou 5) anos depende da interpretação, desta vez, o que significa “agora”?
És cruel! Lá porque andas a resolver a tua vida e nem me queres por perto, não tens o direito de me maltratar, de me ignorar e desprezar. Não fui eu quem te fez mal!
Sinto-me usada! Não me procuraste pelo que sou, pelo quanto te amo mas porque fui a única que te deu colo.
Pediste que não te amasse e avisaste que poderias ir embora de novo. Eu sabia o risco que corria, sabia que afectivamente não tinhas nada para dar, mas quis investir tudo o que tinha. Não consigo (e nem quero) arrepender-me, foste tu quem recusou o meu amor.
O que nunca imaginei é que pudesse ser escorraçada por ti! O colo que precisaste, e ainda precisas, não é dado por quem não ama, porque quem não se importa e não cuida do outro.
Apesar de tão centrado em ti próprio poderias ter a sensibilidade de respeitar as necessidades  do outro ser humano (é isso que sou!), porque apesar de te pedir directamente que sejas honesto e sincero, preferes deixar-me na dúvida.
O que me dói é não conseguir sentir raiva de ti! Dói-me continuar a amar-te no vazio! Dói-me que o meu coração queira continuar à tua espera! Dói-me enfrentar que não te importas comigo!

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