Dezembro 31, 2006
Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor
Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer
Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor
Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender
Música: José da Ponte; Jorge Quintela
Letra: José da Ponte; Fred Micaelo
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Paixão |
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Publicado por EmmaMP
Dezembro 30, 2006
Mais uma vez entraste de rompante e saíste de fininho da minha vida! (ou será que ainda não saíste?)
Só que desta vez não fiquei com nada para recordar, que me ajude a continuar a vida como ela era antes de 16 de Agosto. Só sinto o vazio!
Magoa-me o facto de não teres sido claro e me obrigares e ser eu a fechar uma porta que não quero ver fechada, mas a incerteza está a destruir-me, a consumir-me.
Sou forçada a interpretar as tuas palavras, da outra vez “uns tempos” significaram 3 (ou 5) anos depende da interpretação, desta vez, o que significa “agora”?
És cruel! Lá porque andas a resolver a tua vida e nem me queres por perto, não tens o direito de me maltratar, de me ignorar e desprezar. Não fui eu quem te fez mal!
Sinto-me usada! Não me procuraste pelo que sou, pelo quanto te amo mas porque fui a única que te deu colo.
Pediste que não te amasse e avisaste que poderias ir embora de novo. Eu sabia o risco que corria, sabia que afectivamente não tinhas nada para dar, mas quis investir tudo o que tinha. Não consigo (e nem quero) arrepender-me, foste tu quem recusou o meu amor.
O que nunca imaginei é que pudesse ser escorraçada por ti! O colo que precisaste, e ainda precisas, não é dado por quem não ama, porque quem não se importa e não cuida do outro.
Apesar de tão centrado em ti próprio poderias ter a sensibilidade de respeitar as necessidades do outro ser humano (é isso que sou!), porque apesar de te pedir directamente que sejas honesto e sincero, preferes deixar-me na dúvida.
O que me dói é não conseguir sentir raiva de ti! Dói-me continuar a amar-te no vazio! Dói-me que o meu coração queira continuar à tua espera! Dói-me enfrentar que não te importas comigo!
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Infelicidade |
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Publicado por EmmaMP
Dezembro 11, 2006
Sinto-me muito triste, tenho uma dor forte no peito, um nó apertado na gargante, lágrimas no olhar e a auto-estima em niveis historicamente baixos.
Sinto-me angustiada. Não sei se me deva preocupar (ainda lhe dou o benefício da dúvida), se deva sentir raiva por aquilo que me faz passar.
Se esta dor sentida uma única vez na vida é insuportável, é inimaginável senti-la duas vezes!!!! Mas, se da primeira vez teve encanto porque ficou para recordar a extraordinária felicidade, a história de conto de fadas, e a expectativa de repetir; desta vez a dor é profunda porque não há para recordar quase nada de bom (salvo alguns momentos), e até ele mostrou o seu pior lado, enegreceu a sua imagem. Ele desta vez não deu nada à relação, e eu estava lá sempre, PARA TUDO!!!
Pensando bem, ele deve conhecer bem a dor que sinto neste momento.
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Incerteza, Melancolia |
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Publicado por EmmaMP