Ponte …

Fevereiro 14, 2007

… foi o que te disse (que te pedi!) não querer ser na tua vida!
… foi o que me prometeste que não farias!

… foi como me senti (sinto)!
… foi como me trataste!

Sabes, mereço mais da vida!
Sabes, NUNCA me mereceste!
Sabes, NUNCA descobrirás o que ficaste a perder!

Eu perdi anos da minha vida, iludida!
Eu acreditei que tinhas valor!
Eu quis dar-te o melhor de mim!
E dei! Mas tu não nem reparaste!

Sinto-me tranquila por ter feito TUDO por ti!
Creio que CONTINUAS INFELIZ por tudo o que tens feito!


Amor é fogo que arde sem se ver

Janeiro 9, 2007

Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões


Como me sinto

Janeiro 3, 2007

- O T. considera-me um CD que toca quando ele tem vontade e deixou a caixa aberta para voltar a colocar no leitor se for essa a sua vontade (Deixou para mim a tarefa, que eu não queria minha, de fechar a tampa, quando o meu desejo seria dançar com ele ao som da música.
- Estou desiludida e totalmente decepcionada!
- O T. para além de cobardia demonstrou ingratidão e ser totalmente despojado de sentimentos.
- Sinto-me desrespeitada e usada.
- Estou infeliz e magoada.
- O facto de ele fazer avisos, e o facto de eu querer ficar, não desresponsabiliza o dever de respeitar o proximo.
- Sinto que ele não mereceu  o que lhe dei, mas também sinto que dei tudo o que tinha, ele é que evitou que desse mais, não aceitou a minha dádiva. Afastou-me! Afastou-se!
- Sinto que fiz o possivel, embora em muitos momentos tenha estado sozinha na “relação”.
- Não estava preparada para ser magoada de forma tão atroz.
- Por vezes tenho vontade de o procurar e dizer-lhe coisas feias, outras vezes acho melhor nem lhe dar essa importância.
- Estou tranquila por ter sido sempre leal e fiel ao amor que sinto por ele. Mais do que alguma vez mereceu!
- Estou satisfeita por ter deixado de fumar, tendo por motivação o meu amor ao T.
- Considero ter escolhido bem o URL e o título do blog.


Lusitana Paixão – Dulce Pontes

Dezembro 31, 2006

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender

Música: José da Ponte; Jorge Quintela
Letra: José da Ponte; Fred Micaelo


Estás a magoar-me!

Dezembro 30, 2006

Mais uma vez entraste de rompante e saíste de fininho da minha vida! (ou será que ainda não saíste?)
Só que desta vez não fiquei com nada para recordar, que me ajude a continuar a vida como ela era antes de 16 de Agosto. Só sinto o vazio!
Magoa-me o facto de não teres sido claro e me obrigares e ser eu a fechar uma porta que não quero ver fechada, mas a incerteza está a destruir-me, a consumir-me.
Sou forçada a interpretar as tuas palavras, da outra vez “uns tempos” significaram 3 (ou 5) anos depende da interpretação, desta vez, o que significa “agora”?
És cruel! Lá porque andas a resolver a tua vida e nem me queres por perto, não tens o direito de me maltratar, de me ignorar e desprezar. Não fui eu quem te fez mal!
Sinto-me usada! Não me procuraste pelo que sou, pelo quanto te amo mas porque fui a única que te deu colo.
Pediste que não te amasse e avisaste que poderias ir embora de novo. Eu sabia o risco que corria, sabia que afectivamente não tinhas nada para dar, mas quis investir tudo o que tinha. Não consigo (e nem quero) arrepender-me, foste tu quem recusou o meu amor.
O que nunca imaginei é que pudesse ser escorraçada por ti! O colo que precisaste, e ainda precisas, não é dado por quem não ama, porque quem não se importa e não cuida do outro.
Apesar de tão centrado em ti próprio poderias ter a sensibilidade de respeitar as necessidades  do outro ser humano (é isso que sou!), porque apesar de te pedir directamente que sejas honesto e sincero, preferes deixar-me na dúvida.
O que me dói é não conseguir sentir raiva de ti! Dói-me continuar a amar-te no vazio! Dói-me que o meu coração queira continuar à tua espera! Dói-me enfrentar que não te importas comigo!


16 Dezembro 2006

Dezembro 17, 2006

Há quantos dias não sei de ti?
Continuo sem saber se me deva preocupar contigo, se te foste ou se andas por aí?
Sinto querer continuar à tua espera e receio estar a ser injusta contigo.
Tenho a certeza que estás a ser injusto comigo, mas ainda assim fico.
Calculo que devas querer ”saltar” o ano 2006 e também por isso vou ficar quieta até ao final do ano. Não quero fazer parte das péssimas recordações que terás deste ano.
Desejo muito iniciar 2007 contigo, também para mim será um ano de viragem e acredito ainda ser possivel “virar” esta relação ou o que resta dela. Se ambos quisermos ou se pelo menos me quiseres ao teu lado.
Acredito ainda que se me conseguir manter ao teu lado, suportando a tua cólera ou a tua ausência ou o teu silêncio, nos próximos tempos difíceis, quando tudo isto terminar seremos felizes.
É em ti, é no amor que sinto por ti e no direito que tenho à felicidade que acredito!


Profundamente triste

Dezembro 11, 2006

Sinto-me muito triste, tenho uma dor forte no peito, um nó apertado na gargante, lágrimas no olhar e a auto-estima em niveis historicamente baixos.
Sinto-me angustiada. Não sei se me deva preocupar (ainda lhe dou o benefício da dúvida), se deva sentir raiva por aquilo que me faz passar.
Se esta dor sentida uma única vez na vida é insuportável, é inimaginável senti-la duas vezes!!!! Mas, se da primeira vez teve encanto porque ficou para recordar a extraordinária felicidade, a história de conto de fadas, e a expectativa de repetir; desta vez a dor é profunda porque não há para recordar quase nada de bom (salvo alguns momentos), e até ele mostrou o seu pior lado, enegreceu a sua imagem. Ele desta vez não deu nada à relação, e eu estava lá sempre, PARA TUDO!!!
Pensando bem, ele deve conhecer bem a dor que sinto neste momento.


Porque me afasta ele?

Novembro 27, 2006

Nos últimos dias tenho sentido imensa falta do T., preciso de estar junto dele, do seu carinho e de um abraço apertado.
Há dias em que precisava de poder adormecer abraçada a ele, e acordá-lo pela manhã, com carinho. Outros dias bastaria que pudesse vê-lo, falar-lhe e apenas partilhar com ele o meu dia.
A verdade é que só nos encontramos se e quando estão reunidas determinadas condições, e para mim o amor não tem hora marcada nem exige condições prévias.
Ele não me quer na vida dele e isso deixa-me triste, mas fico ainda mais triste pelo facto do T. não querer fazer parte da minha vida. A frase anterior poderá parecer incongruente mas para mim faz sentido.
Preciso de afecto, de me sentir querida e importante para ele. Estou cansada que se comporte, em minha casa, como visita de cerimónia (Posso acender a televisão? Posso ir à casa de banho? Posso abrir a janela?…).
Eu preciso que o T. faça parte da minha vida!
O T. é a única pessoa com quem partilho (ou alguma vez partilhei) a alma!


TPM

Novembro 20, 2006

Posso acreditar que sou eu que não sei lidar com sentimentos ou pode ser apenas o que uns chamam TPM, a verdade é que mesmo sem ter sucedido nada passível de alterar o meu estado de espírito, de alguns dias a esta parte, não tenho vontade de estar com o T.. 
Só consigo pensar que estou a fazer demasiadas concessões (porque quero)  mas de vez em quando (se estou fragilizada com outras questões externas) preciso de alguma reciprocidade, mesmo que pequena, e qundo a reivindico recebo um NÃO por resposta.
Estes são os dias em que tenho de encontrar paciência onde existe impaciência, são os dias em que os meus problemas são pesados e ainda tenho de carregar com a incerteza desta relação. Hoje é um desses dias.
Preciso de exteriorizar as coisas que tenho ouvido e para as quais tenho de encontrar encaixe:
- Somos apenas amigos;
- Posso desaparecer sem deixar rasto;
- Não me envies mails;
- Não digas que me amas;
- Não te dou exclusividade;
- Não tens nada a haver com isso;
- Não quero estar contigo se o M. (o meu filho) estiver presente.
São exemplos da situação que estou a vivo há 3 meses.
Racionalmente, sei que só me mantenho nesta relação com a esperança de que algo mude, e porque conheço (ou julgo que conheço) a pessoa, e porque de facto sinto por ele um amor imensurável.
Tento compreender que a situação que vive é dificil (não vou revelar aqui porque não quero e acho que não devo expôr de nenhuma forma a vida de ouitra pessoa), e por esse facto procuro criar a menor pressão possivel.
Interrogo-me até quando a situação se manterá assim? Ou, até quando eu consigo aguentar este egoísmo?
No meu caso a idade (ou a soma de experiências de vida) deram-me maturidade, menor impulsividade mas também alguma intolerância. Mas em caso algum inflexibilidade, que é o que eu sinto no T.


16 de Novembro

Novembro 16, 2006

Voltei a sentir felicidade ilimitada, paz de espírito, tranquilidade, serenidade. Voltei a sentir-me amada!
Estou ligada ao T. por tudo e por nada. Por tudo, porque me sinto ligada ao T. em todos os planos, mas por nada porque não sinto barreiras entre nós.
Para além de amor incondicional, também deposito nele confiança incondicional. É este conjunto de sentimentos que me proporciona os momentos mais felizes da minha existência.
Eu adoro o T., amo o T., quero ficar ao lado do T., quero continuar a partilhar os melhores momentos de felicidade com o T.!
Cada dia que passa o meu amor pelo T. aumenta, consolida-se. Mesmo no período menos bom que antecededeu esta fase, apesar das contradições, o sentimento cresceu dentro de mim.
Estas sensações são novas para mim, nunca as havia sentido com mais ninguém, algumas nem mesmo com o T. da primeira vez, o que me dá a certeza que ele é mesmo especial.
Mais uma vez guardo os pormenores para nós! Desta vez são os bons, ainda bem!


Turbilhão de emoções

Novembro 8, 2006

Nas últimas três semanas ocorreram discussões, alterações, afastamento e reaproximação.
Não quero escrever, não quis escrever detalhes, porque sofri, sofri muito nos últimos dias (não só por esta relação – mas não aé assunto para aqui, talvez para o outro lado) .
Sei o que quero para mim, sei o que quero desta relação, mas nem sempre sei como lá chegar. Muitas vezes não consigo a frieza, a paciência necessária para ouvir certas coisas sem reagir.
Sofro quando estou com o T. e sofro quando estou sem ele.
Quero acreditar que o T. vai voltar a ser a pessoa que conheci há alguns anos, meigo, carinhoso, preocupado, imprevísivel, amoroso, delicado, educado, cordial, dedicado e apaixonado.
Quero muito conseguir ficar a seu lado nesta fase ultra complicada e espero começar e colher alguns frutos dentro de alguns meses, às vezes falta-me a coragem, por vezes não sei o que fazer, como agir ou se não agir.
Eu sei que este post está muito confuso, eu sei que os meus pensamentos também.
Só tenho a certeza que amo o T., que quero ficar para sempre ao seu lado. Peço forças para suportar as suas mudanças de humor, a sua incompreensão, a sua intolerância e inflexibilidade e o seu encerramento sobre si próprio.
Sei que o T. ainda sofre, ainda não arrumou as suas ideias, não rearranjou rotinas, ainda não tem o seu novo espaço onde se sinta em casa. Sei que sofreu um abalo enorme na estrutura da vida, emocional e realmente a todos os níveis.
Também sei que eu preciso de afecto, de atenção e de saber que sou querida e desejada. Preciso de saber se ele me quer ao seu lado, pelo menos isso! Por vezes preciso de ouvir, de sentir!
Alguns dias o T. sufoca-me, outros dias afasta-me, outros ainda magoa-me, e noutros dias adora-me! 


16 Outubro 2006

Outubro 16, 2006

Hoje passam dois meses sobre a data do reencontro, sobre a noite em que acreditei que tinha reencontrado a felicidade, sobre a noite em que voltei a sonhar, a amar, a sorrir e a perceber que afinal ainda tinha tanto para dar de mim e queria dar tudo àquele homem que estava ali de novo.
Nessa noite, e nos dias que se seguiram repeti vezes sem sem conta que era bom tê-lo de volta.
Nessa noite tocou no rádio do carro:

Paulo Gonzo  -  Sei-te de Cor

sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor
sei cada capricho teu e o que nâo dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor
sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças
meu amor sei-te de cor

O primeiro mês foi bom, foi intenso, ainda estávamos anestesiados, ainda não tinham recomeçado as verdadeiras rotinas pós-férias, ou seja, a vida real!

Desde há um mês que deixámos de ter paz!
Por mais que fique calada, por mais que ignore as comparações que tece sobre o lado mau do seu passado ou por mais que eu finja não ouvir alguns comentários menos simpáticos, não tenho conseguido evitar uma boa discussão!
Parece que o T. está possuído de ódio, por vezes quase sinto entre nós uma 3ª pessoa ( eu sei que são considerações horriveis, mas é o que sinto!) que o manipula à distância!

Desta feita, este mês foi mau, muito mau mesmo!
Não deveria estar assim, sentir-me quase infeliz por ter recomeçado um romance há dois meses. Deveria continuar transbordante de alegria.

Nos últimos dias, não resisti, afastei-me.
Afastei-me por respeito a mim, por respeito ao T. – à pessoa que sei que existe  - mas especialmente por respeito ao sentimento que nutro por ele e ao que o T. representa para mim.
Necessitei de encontrar paz interior, de pensar na forma de lidar com esta situação, de me preparar para alguma atitude do T., de me certificar que quero continuar ao seu lado.


16 Setembro 2006

Outubro 16, 2006

Primeira discussão !!!
E nada voltou a ser como dantes!


Alguns dias mais tarde…

Outubro 16, 2006

…fiquei a saber porque razão o T. estava de volta.
Fiquei triste, zangada, perturbada, sem saber muito bem o que fazer, porque percebi que os tempos seriam difíceis e pensei se saberia lidar com tão delicada situação.
Por breves instantes pensei sobre se deveria “sair” e deixá-lo a resolver as suas questões pendentes (chamemos-lhes assim), mas depois percebi, que embora só se tivessem passado poucos dias, o meu amor por ele já não permitia que ”viesse embora” cobardemente deixando-o sozinho.
Já estava envolvida!
Compreendi que, há cinco anos poderia ter dado mais de mim e não o fiz!
Compreendi que, a vida me está a dar uma segunda oportunidade com o T.!
Compreendi que, é com o T. que quero estar, seja em que formato!
Compreendi que, o amo incondicionalmente!


16 Agosto 2006

Outubro 16, 2006

O dia do “reload”


Um pouco de história

Outubro 16, 2006

Resumindo e apenas para chegar ao presente, entre 2000 e 2001 vivi meses de intensa felicidade, vivi uma história digna de conto de fadas.
Desde o modo como nos conhecemos, ao modo como vivemos intensamente todos os momentos que passámos juntos e até o modo como o T. se despediu teve encanto.
Percebi que ele é “aquele” quando pela primeira vez cruzei os meus olhos com os dele.
Estivémos um longo tempo sem comunicação e depois lentamente o T. foi reaparecendo. Um almoço aqui, um telefonema ali, outro mail acolá, apenas para saber se meencontrava bem.
Mas em Agosto passado, estava eu tranquila em férias, recebi um telefonema que nada teve de inocente, adivinhava que o T. queria uma vez mais entrar de rompante na minha vida.
E eu ao ouvir a sua voz e o que tinha para me dizer, desejei abraçá-lo e dizer que há muito esperava ouvir aquelas palavras.


60º dia

Outubro 15, 2006

Este novo blog nasce dois meses após um importante acontecimento na minha vida que me fez repensar quem sou eu, onde estou, o que quero e para onde vou.
Voltei a apaixonar-me!!!
Melhor dizendo, reacendi a paixão por alguém que marcou definitivamente a minha vida há cinco anos atrás.
Senti que recomeçámos no ponto onde tínhamos deixado, senti a mesma vibração, a mesma sintonia, a mesma partilha, a mesma intimidade…
Voltei a amar, a viver e a ser feliz!