Hoje passam dois meses sobre a data do reencontro, sobre a noite em que acreditei que tinha reencontrado a felicidade, sobre a noite em que voltei a sonhar, a amar, a sorrir e a perceber que afinal ainda tinha tanto para dar de mim e queria dar tudo àquele homem que estava ali de novo.
Nessa noite, e nos dias que se seguiram repeti vezes sem sem conta que era bom tê-lo de volta.
Nessa noite tocou no rádio do carro:
Paulo Gonzo - Sei-te de Cor
sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor
sei cada capricho teu e o que nâo dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor
sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor
sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças
meu amor sei-te de cor
O primeiro mês foi bom, foi intenso, ainda estávamos anestesiados, ainda não tinham recomeçado as verdadeiras rotinas pós-férias, ou seja, a vida real!
Desde há um mês que deixámos de ter paz!
Por mais que fique calada, por mais que ignore as comparações que tece sobre o lado mau do seu passado ou por mais que eu finja não ouvir alguns comentários menos simpáticos, não tenho conseguido evitar uma boa discussão!
Parece que o T. está possuído de ódio, por vezes quase sinto entre nós uma 3ª pessoa ( eu sei que são considerações horriveis, mas é o que sinto!) que o manipula à distância!
Desta feita, este mês foi mau, muito mau mesmo!
Não deveria estar assim, sentir-me quase infeliz por ter recomeçado um romance há dois meses. Deveria continuar transbordante de alegria.
Nos últimos dias, não resisti, afastei-me.
Afastei-me por respeito a mim, por respeito ao T. – à pessoa que sei que existe - mas especialmente por respeito ao sentimento que nutro por ele e ao que o T. representa para mim.
Necessitei de encontrar paz interior, de pensar na forma de lidar com esta situação, de me preparar para alguma atitude do T., de me certificar que quero continuar ao seu lado.